Este programa foi criado para empreendedores alavancarem os resultados de seus próprios negócios. O mundo dos negócios e o sistema empresarial necessitam de um gestor capaz de gerar resultados positivos juntos aos acionistas ou proprietários, aos empregados, aos clientes e à sociedade. A liderança, o domínio, a vivência de competências essenciais ao negócio e a rede de relacionamentos são fatores de alavancagem do sucesso pessoal e competitividade empresarial.
Composição dos Grupos (Público alvo): Os grupos de participantes serão compostos pela Fundação Empreender - FE, tendo no máximo 50 pessoas em cada grupo. O pré-requisito é ser dirigente ou executivo de uma empresa/entidade associada ao sistema FACISC. Será oportunizado também para filhos de empresários na linha sucessória condicionado a formação superior.
Foi assinado nesta terça-feira (31/08), o projeto Estágios Técnicos com Mestres da Alemanha no Brasil, na foto (esquerda) Rogélio Luetke (Fundamas), Carlito Merss (Prefeito de Joinville), Christian Dihlmann (Presidente da Fundação Empreender) e Rodrigo Tomasi (SIDE). Foto Katia Nascimento -SECOM.
Construindo o futuro, Henrique Loyola*
Foi de Hermann Lepper a ideia de criar uma entidade de classe que representasse as chamadas “forças produtivas”, reunindo as principais lideranças do comércio e da indústria numa só entidade. Assim, em 1911 era fundada a Associação Empresarial de Joinville (Acij), numa Joinville com pouco mais de 20 mil habitantes que desbravava um novo ciclo econômico para tentar sobrepujar a herança agropastoril da antiga Colônia Dona Francisca e dar o salto para a sua nascente vocação industrial.
Nos anos 1990, conseguimos firmar convênio com a Câmara de Artes e Ofícios de Munique e Alta Baviera, da Alemanha, que viabilizou a participação da Sociedade de Cooperação Técnica (GTZ), empresa governamental encarregada de executar projetos de cooperação internacional do governo alemão em 130 países, inclusive o Brasil.
O convênio com a Alemanha seria um importante instrumento ao desenvolvimento organizacional e de crescimento das associações comerciais. Tanto que teve início então o intercâmbio de técnicos e consultores que resultou em mudança nas entidades brasileiras, como a reforma de estatutos permitindo o ingresso de uma nova categoria de associado. Nascia o projeto de fomento e desenvolvimento da micro e pequena empresa em Santa Catarina, com a formação de núcleos setoriais resultantes do convênio com a Alemanha, o que levou a Acij a criar o Conselho dos Núcleos para cooperação entre os diferentes ramos de atividades. Com a consequente expansão desses núcleos entre as associações parceiras, teve início o processo de tomada de decisão em conjunto, com o estabelecimento de objetivos e metas comuns em reuniões participativas. Esta iniciativa transformou as associações comerciais, aumentou o número de associados, ampliando-lhes serviços, benefícios e soluções.
O ingresso de pequenas e médias empresas na associação era fruto de uma tendência já detectada de que o aumento de empresas de pequeno e médio porte decorria do processo de globalização da economia. Com as grandes corporações racionalizando seus custos e operações para tornarem-se mais competitivas, havia uma demanda natural pela terceirização dos serviços para pequenos empreendedores.
O sistema de núcleos setoriais, hoje difundido além das fronteiras do Brasil, se fortaleceu e se disseminou também a partir da Fundação Empreender, visando a treinar e reciclar dirigentes de empresas, a exemplo de instituições como Dom Cabral, em Belo Horizonte, e Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Uma proposta até hoje avançada no que tange à capacitação empresarial em amplas frentes, além de preparar para a sucessão familiar nos negócios. Outra bandeira marcante nesta trajetória que vale a pena ser destacada é o fortalecimento da antiga Escola Técnica Tupy e o modelo de transformação que a levaria a tornar-se a Sociesc de hoje, atendendo à comunidade do Estado.
Sob o imperativo constante da renovação, a Acij chega aos 100 anos liderando as transformações não somente do meio empresarial, mas como uma alavanca determinante para construir a cidade e o Estado que merecemos e com que sonhamos. O desafio futuro continua no que tange à necessidade de permanente desenvolvimento organizacional como instrumento indispensável ao cumprimento da missão da associação. O objetivo de tudo isso é um só: fortalecer o empresário visando ao próprio crescimento.
* Presidente da Cia. Fabril Lepper e Fiação São Bento
Fonte: ACIJ www.acij.com.br-> acij informa -> sala de imprensa